
Vamos falar de solidão, na sua casa nunca mais entrei, mas decorei com exatidão, todas as coisas como eu deixei. Versos jogados pelo chão, lembranças do que não presenciei, mas decorei com exatidão como o passado que eu mesmo criei. E tudo que eu posso oferecer são minhas palavras pra você, no plágio de uma bela melodia e tudo que eu quero te dizer eu já cansei de escrever, quero te ver enquanto não é dia. Mas diz porque tu vais embora, mas diz porque tens tanto medo, se não acorda cedo, nem trabalha, estuda ou namora, mas diz porque chegou a hora, agora que eu venci meu medo, te peguei pelos dedos, pra dançar enquanto o sol demora, para chegar trazendo aurora, e a luz que cega e me dá medo e como um torpedo, eu deslizo, eu vôo num mar de lençois. E cada dobra conta histórias de muitas delas sinto medo, são muitos enrredos, enrolados e embriagados como nós, tão a sós, como nós, tão a sós. Porque você insiste em dizer que ainda existe vida sem você? (Quando você não esperar vai doer e eu sei como vai doer e vai passar como passou por mim e fazer com que se sinta assim, como eu sinto) Porque você insiste em dizer que ainda existe vida sem você? (Como eu vejo como eu vivo como eu não canso de tentar eu sei que vai ouvir, eu sei que vai lembrar, vai rezar pra esquecer, vai pedir pra esquecer, mas eu não vou deixar, eu não vou deixar). (Porque você insiste em dizer que ainda existe vida sem você?) E eu não quero lembrar do que eu fui pra você, uma simples distração pra você esquecer, eu não quero lembrar que chegamos ao nosso fim. (Porque você insiste em dizer que ainda existe vida sem você?) Eu não quero lembrar que eu vou acordar, sabendo que meus olhos não vão te encontrar, eu não quero lembrar que tudo acabou pra mim. Vou te esquecer, vou te esquecer... Porque você insiste em dizer que ainda existe vida.. Só pra lembrar...
( Fresno )
Bem, eu tinha um milhão e meio de coisas para escrever aqui, mas agora as palavras parecem todas tão tolas e inúteis, que parecem nem fazer sentido, e eu nem sei o que escrever na verdade. Agora eu estou aqui, sentada na minha cama, completamente só, isolada do mundo lá fora, ouvindo as músicas que você costumava cantar para mim, de um certo modo, isso me conforta. A chuva está caindo lá fora nesse momento, eu estou enrolada em um cobertor, imaginando como eu gostaria que tudo tivesse sido diferente naquela noite, naquela noite fazia um calor, e o céu estava limpo, as estrelas brilhavam sobre nós e a lua nos iluminava, e hoje olhando para a lua, até ela, parece que perdeu seu brilho e seu encanto, os dias parecem iguais uns aos outros, e as noites parecem mais longas, até a hora em que deito minha cabeça em um travesseiro e pego no sono, creio que nesse momento, é um dos melhores com qual posso contar, eu conto as horas para chegar a hora de ir dormir. Na verdade, eu nem sei mais sobre o que estou escrevendo, e acho que as palavras continuam sem sentido agora...
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